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Comunicado ao Mercado
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KEPLER WEBER S.A.

CNPJ: 91.983.056/0001-69

Companhia Aberta

 

 

COMUNICADO AO MERCADO

 

 

São Paulo, 16 de junho de 2017 - A Kepler Weber S/A (BM&F Bovespa: KEPL3),  empresa controladora do Grupo Kepler Weber, líder nacional no segmento de armazenagem de grãos, tendo em vista o pedido de esclarecimentos constante do Ofício 1156/2017-SAE, de 14 de junho de 2017, enviado pela BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, o qual constam as seguintes informações:

 

14 de junho de 2017

1156/2017-SAE

 

Kepler Weber S.A.

At. Sr. Olivier Michel Colas

Diretor de Relações com Investidores

 

Ref.: Solicitação de esclarecimentos sobre notícia veiculada na imprensa

 

Prezados Senhores,

 

Em notícia veiculada pelo jornal Valor Econômico, em 14/06/2017, consta, entre outras informações, que:

 

  • O objetivo dessa empresa é ampliar sua participação nas exportações totais de seu segmento na região (América Latina) de 35% para 50% em dois anos;
  • Prevê, com os novos planos, que a receita da Kepler com exportações pode atingir US$ 50 milhões anuais (em 2016 foi de US$ 30,9 milhões);
  • Paralelamente, no mercado brasileiro outro processo de diversificação ganha corpo, sobretudo a partir de investimentos na área de movimentação de granéis, inclusive peças e serviços (esse mercado movimenta, em anos normais, entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão no país);
  • A perspectiva é que a receita na área de movimentação de granéis represente 20% do total já em 2017, (no ano passado, a fatia foi de 7,7% ou R$ 36,7 milhões).

 

Não identificamos essas informações nos documentos enviados por essa companhia, por meio do Sistema Empresas.NET. Em caso de contraditório, favor informar o documento e as páginas em que constam as informações e a data e hora em que as mesmas foram enviadas.

 

Cabe ressaltar que a companhia deve divulgar informações periódicas, eventuais e demais informações de interesse do mercado, por meio do Sistema Empresas.NET,  garantindo sua ampla e imediata disseminação e o tratamento equitativo de seus investidores e demais participantes do mercado.

 

Isto posto, solicitamos esclarecimentos sobre os itens assinalados, até 16/06/2017, sem prejuízo ao disposto no parágrafo único do art. 6º da Instrução CVM nº 358/02, com a sua confirmação ou não, bem como outras informações consideradas importantes.

 

A resposta dessa empresa deve ser enviada por meio do módulo IPE, selecionando-se a Categoria: Fato Relevante ou a Categoria: Comunicado ao Mercado, o Tipo: Esclarecimentos sobre consultas CVM/Bovespa e, em seguida, o Assunto: Notícia divulgada na mídia, o que resultará na transmissão simultânea do arquivo para a BM&FBOVESPA e CVM. A opção de responder através de Fato Relevante não afasta eventual apuração, pela CVM, das responsabilidades pela sua divulgação intempestiva, nos termos da Instrução CVM nº 358/02.

 

Ressaltamos a obrigação, disposta no parágrafo único do art. 4º da Instrução CVM nº 358/02, de inquirir os administradores e acionistas controladores da companhia, bem como todas as demais pessoas com acesso a atos ou fatos relevantes, com o objetivo de averiguar se estes teriam conhecimento de informações que deveriam ser divulgadas ao mercado.

 

No arquivo a ser enviado deve ser transcrito o teor da consulta acima formulada antes da resposta dessa empresa.

 

Esta solicitação se insere no âmbito do Convênio de Cooperação, firmado pela CVM e BM&FBOVESPA em 13/12/2011, e o seu não atendimento poderá sujeitar essa companhia à eventual aplicação de multa cominatória pela Superintendência de Relações com Empresas – SEP da CVM, respeitado o disposto na Instrução CVM nº 452/07.

 

Atenciosamente,

Nelson Barroso Ortega

Superintendência de Acompanhamento de Empresas

BM&FBOVESPA S.A. Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros

 

c.c.:  CVM - Comissão de Valores Mobiliários

         Sr. Fernando Soares Vieira - Superintendente de Relações com Empresas

         Sr. Francisco José Bastos Santos - Superintendente de Relações com o Mercado e Intermediários

 

 

A Companhia vem pelo presente esclarecer a vista da notícia veiculada no jornal Valor Econômico, edição de 14/06/2017, que as informações veiculadas pelo referido jornal foram extraídas de uma entrevista concedida pelo Vice-Presidente da Kepler Weber a respeito das exportações e do segmento de Movimentações de Granéis Sólidos da Companhia

 

O mercado de exportação é bastante fragmentado, tendo algumas regiões pouco exploradas pela Kepler Weber, seja por possuírem um modelo de mercado diferenciado, através de dealers, ou por falta de competitividade em função de limitações logística tendo a base exportadora da Companhia o Brasil.

 

Esta “Aposta na América Latina”, título da reportagem em questão, se inscreve na continuidade de atuação da Companhia na América do Sul, região na qual a empresa tem uma posição de destaque por ser disparadamente a maior empresa no ramo. Nos últimos anos, a demanda por armazenagem de grãos de países como Venezuela e Argentina, que tradicionalmente puxavam os volumes de exportação, caiu fortemente por motivos de politica interna. Para compensar o sumiço desses mercados e manter o volume habituais de exportação em torno dos USD 50 MM, a empresa desenvolveu estratégias para conquistar novos mercados fora da América Latina, em particular, na África Oriental, no Oriente Médio e no Leste Europeu. Apesar dos sucessos obtidos com essa diversificação geográfica, esses novos mercados apresentam características que dificultam a perenidade dos resultados de exportação (logística, instabilidade politica e econômica, forte concorrência dos grandes players mundiais e normas técnicas restritivas). As recentes medidas tomadas na Argentina em favor dos produtores agrícolas, assim como o processo de paz conduzido na Colômbia, abrem grandes oportunidades para o mercado de armazenagem de grãos, em particular para a Kepler Weber, o principal player da região. O interesse da Kepler Weber em reforçar sua presença na América Latina foi divulgado no último Relatório de Administração da Companhia do 1T17, bem como na conferência dos resultados. A volatilidade dos mercados africanos e leste europeus, obriga a companhia a almejar um incremento de 15 pontos percentuais na América do Sul, para manter um fluxo regular de exportações. Além de apresentar uma diversificação das fontes de receitas da companhia (o mercado interno agrícola brasileiro representa 70% a 80% do volume faturado anualmente), a exportação também contribui na redução da sazonalidade da receita ditada pela dinâmica do mercado interno de armazenagem.

 

Considerando esses fatores, a Companhia retomaria seu faturamento histórico de aproximadamente USD 50 milhões anuais. (Vide gráfico abaixo)

 

 

Uma série de ações para viabilizar o aumento das vendas internas e externas foi elencada para aumentar a competitividade e a visibilidade da Companhia, as quais são mencionadas no Relatório da Administração referente aos resultados do 1T17, conforme abaixo:

 

  • Evolução do modelo de negócio da Kepler Weber:
    • Serviços de pós-venda;
    • Inovação;
    • Redução dos custos de matéria prima e demais componentes;
    • Otimização das plantas para aumentar a produtividade e redução do ponto de equilíbrio;
    • Reforço das equipes de venda atuando nas regiões fora da América do Sul.

 

  • Ampliação da presença no mercado de movimentação de granéis:
    • Seguindo o plano estratégico de extensão do portfólio de produtos da Kepler Weber em novos segmentos.

 

  • Manutenção e preservação das disponibilidades e caixa.

 

A Kepler Weber atua no mercado de Movimentação de Graneis desde os meados dos anos 2000. A partir de 2011, a empresa resolveu aumentar sua atuação (sempre com o intuito de reduzir a dependência com o mercado interno agrícola). O faturamento neste segmento aumentou significativamente passando desde então de R$ 31,8 MM em 2011 para R$ 125,3 MM de Receita Bruta em 2015. Hoje a Kepler Weber é um player de referencia neste segmento. A avaliação do mercado foi realizada em 2010 e regularmente revisitada a luz dos projetos negociados anualmente no mercado e disputados pela Kepler Weber e seus concorrentes.

 

Sobre o último ponto em que tange a perspectiva da receita na área de movimentação de granéis represente 20% do total da Receita Líquida já em 2017, (no ano passado, a fatia foi de 7,7% ou R$ 36,7 milhões de Receita Líquida), a Companhia não forneceu a Receita Líquida projetada de 2017, impossibilitando qualquer tipo de análise e sim, mencionou durante a entrevista que o segmento de movimentação de graneis por ser um mercado acíclico e independente de financiamento subsidiado, em 2017 a participação deste segmento sob a Receita Líquida da Companhia poderá representar 20% em detrimento do encolhimento do setor de armazenagem de grãos.

 

 

 

Para informações adicionais, por favor contatar a área de Relações com Investidores:

Tels: 11 4873-0302 | 11 4873-0300
e-mail: ri.kepler@kepler.com.br
www.kepler.com.br/ri

KEPLER WEBER S.A.
Olivier Michel Colas
Diretor Vice-Presidente

 

 

 

14/06/201 7 ­ 05:00
 

Kepler Weber eleva aposta na América Latina
Por Kauanna Navarro
 

A gaúcha Kepler Weber, fabricante de silos e equipamentos para armazenagem de grãos, ajustou sua estratégia e pretende voltar a crescer ampliando as exportações, com especial atenção para os demais países da América Latina. O objetivo é ampliar sua participação nas exportações totais de seu segmento na região de 35% para 50% em dois anos.

Segundo Olivier Colas, vice­ presidente da Kepler Weber, o plano independe da conclusão da venda da empresa para a americana AGCO, uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas do mundo, dona da marca Massey Ferguson. A múlti anunciou em fevereiro sua oferta de US$ 185 milhões para adquirir a companhia brasileira. O executivo lembrou que a AGCO, no portfólio de produtos da marca GSI, tem linhas voltadas par a América Latina.

A Kepler já mantém participações de mercado em todos os países da América do Sul, e quer ampliar significativamente a presença na Argentina e Colômbia, mercados nos quais, conforme Colas, há grande potencial de crescimento.

Com a retirada paulatina das taxas para exportação de grãos na Argentina, o vizinho passa a ser mais interessante para as estruturas de armazenagem e de movimentação de granéis da Kepler. "Já fechamos alguns negócios. Queremos pegar a onda de oportunidade no início, quando ela está se formando". Na Colômbia, a gaúcha está organizando parcerias com empresas locais para expandir suas vendas. "As áreas para produção [agrícola] estavam na mão das Farc e do tráfico de drogas antes", afirmou.

No passado, a Kepler tentou diversificar ainda mais seus mercados para ficar menos dependente das volatilidades da América do Sul. Mas os planos esbarraram na instabilidade de países da África, Oriente Médio e Leste Europeu "Vamos mercados esses mercados banho ­maria", disse Colas.

Ele prevê que, com os novos planos, a receita da Kepler com exportações pode atingir US$ 50 milhões anuais. Em 2016, foram US$ 30,9 milhões.

Paralelamente, no mercado brasileiro outro processo de diversificação ganha corpo, sobretudo a partir de investimentos na área de movimentação de granéis, inclusive peças e serviços. Segundo Colas, esse mercado movimenta, em anos normais, entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão no país. A perspectiva é que a receita na área de movimentação de granéis represente 20% do total já em 2017. No ano passado, a fatia foi de 7,7%, ou R$ 36,7 milhões.

No segmento de armazenagem, o Plano Safra 2017/18, anunciado na semana passada pelo governo, gerou boas expectativas para a companhia. Para o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), gerido pelo BNDES, o governo liberou R$ 1,6 bilhão em recursos, com taxa fixa de 6,5% ao ano e prazo de pagamento de até 15 anos. O montante é 5% maior que o do ciclo 2016/17, que terminou com R$ 1,68 bilhão, após aporte adicional de R$ 280 milhões.

"As taxas de juros do PCA, no novo plano, ficaram menores até que as do custeio", pontuou Colas. No Plano Safra 2016/17, a taxa de juros era de 8,5% ao ano. Segundo ele, o volume de recursos ainda é modesto, mas poderá ser ampliado caso haja demanda.


O Plano Safra agradou, por outro lado, não é suficiente, sozinho, para garantir a retomada do crescimento da companhia, que encerrou o ano passado com prejuízo líquido de R$ 22,1 milhões, após lucro modesto de R$ 6,2 milhões em 2015. A instabilidade política, que foi reacendida com as delações premiadas dos irmãos Joesley e Wesley Batista, pode adiar a volta da empresa ao azul. "Quem compra armazenagem, compra investimento. O anúncio pode ser bom, mas não se concretizar", disse o executivo.

 

 

De qualquer forma, ponderou Colas, existe uma demanda represada muito significativa por armazenagem no Brasil, e a colheita recorde de grãos nesta temporada 2016/17 deixou isso evidente. "Alguma coisa vai ter de acontecer. É muita safra armazenada ao ar livre", observou o vice­ presidente.

De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de grãos do ciclo 2016/17 será de 234,33 milhões, volume 25,6% maior que o da última temporada. E, de acordo com projeção preliminar do Ministério da Agricultura, a produção do próximo ciclo poderá chegar a 240 milhões de toneladas. Hoje, o déficit de armazenagem no país calculado pela Conab está na casa das 70 milhões de toneladas. "Nós últimos dez anos, a safra tem crescido, em média, 4% ao ano. O problema é que o setor de armazenagem cresce em torno de 2,7% ao ano. O déficit só aumenta".

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